quarta-feira, 14 de agosto de 2019

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - UM NOVO RECURSO NA EDUCAÇÃO


Jackelyne Sousa Alves 
Luana Ferreira Freitas

A Tecnologia Assistiva - TA é um termo novo cujo conceito ainda permanece em seu pleno processo de construção, uma vez que possui variáveis interpretações e estudos que convergem entre si, e permite-os entendê-la como um novo mecanismo de serviço voltado, principalmente, para as pessoas com deficiência ou em fase de envelhecimento. O termo tecnologia assistiva abrange uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba recursos, metodologias, estratégias e práticas, promovendo a funcionalidade, relacionada à participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou com mobilidade reduzida, buscando desenvolver sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (BERSCH, 2017) 
Como faz notar Rita Bersch: 
Podemos então dizer que o objetivo maior da TA é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e trabalho. (BERSCH, 2017, p.2)
Ainda segundo Bersch, as tecnologias assistivas se enquadram em categorias nas quais podem servir para: auxiliar na vida diária e prática, na comunicação aumentativa e alternativa (CAA), em recursos de acessibilidade ao computador, em sistemas de controle de ambiente, projetos arquitetônicos de acessibilidade, órteses e próteses, adequação postural, auxílios de mobilidade, mobilidade em veículos, no esporte e lazer, entre outros. Como pode-se observar na imagem abaixo:


FONTE: encurtador.com.br/dyACU

No que tange à aplicação das tecnologias assistivas, podemos enfatizar que seus métodos perpassam todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até o nível superior. As tecnologias abrangem um leque de oportunidades para as práticas inclusivas no meio educacional. Todavia, a plena participação dos alunos, depende da presença dos recursos de TA e isso não engloba apenas o ambiente escolar, mas perpassa todos os processos de aprendizagem desses sujeitos. Nessa conjuntura, as tecnologias assistivas têm um forte impacto nos níveis de ensino na qual é aplicada, uma vez que é ela que garante a acessibilidade daquele aluno, garantindo que ele seja incluído e consiga realizar aquilo que todos fazem. Uma pesquisa mostra que 21,6% dos alunos das pessoas com deficiência no Brasil nunca frequentaram uma escola (FGV, 2003). Este fato mostra que, mesmo que haja documentos que não permitam a recusa desses alunos nas escolas, as reclamações por parte da gestão e dos professores é grande, devido ao fato de que falta de preparação para lidar com essas necessidades especiais, assim como também os alunos que reclamam de escolas que frequentemente os excluem, por não disponibilizarem espaços acessíveis, recursos e metodologias que respondam às especificidades de suas necessidades. (GALVÃO FILHO, 2011) 
Podemos observar que a TA permite a autonomia, a independência, a interação, e principalmente o protagonismo do aluno. Segundo G. Filho, ela ainda permite que os recursos possam ser produzidos pelos próprios professores. Como podemos observar nas imagens abaixo, que são recursos utilizados para ajudar aos alunos no seu cotidiano escolar. (GALVÃO FILHO, 2009)
Concluímos assim que, a TA é um meio no qual o indivíduo pode se utilizar para seu desenvolvimento, promovendo a inclusão e a garantia ao aluno de fazer parte e ter os mesmos direitos que os outros, através de adaptações que podem acontecer em uma sala de recursos como o AEE - Atendimento Educacional Especializado - ou na própria sala regular. É importante frisar ainda, que os materiais podem ser construídos por meio de recursos encontrados no dia-a-dia, como emborrachado ou até mesmo o Smartphone que dá a possibilidade a pessoas com deficiência visual o comando de voz, entre outros. 


FONTE: encurtador.com.br/giJY4


FONTE: encurtador.com.br/dsVW1




REFERÊNCIAS:

GALVÃO FILHO, T. Favorecendo práticas pedagógicas inclusivas por meio da Tecnologia Assistiva. In: NUNES, L. R. O. P.; PELOSI, M. B.; WALTER, C. C. F. (orgs.). Compartilhando experiências: ampliando a comunicação alternativa. Marília: ABPEE, p. 71-82, 2011.

GALVÃO FILHO, T. A. A Tecnologia Assistiva: de que se trata? In: MACHADO, G. J. C.; SOBRAL, M. N. (Orgs.). Conexões: educação, comunicação, inclusão e interculturalidade. 1 ed. Porto Alegre: Redes Editora, p. 207-235, 2009.


RODRIGUES & ALVES (2013) HOLOS, Ano 29, Vol. 6 170 TECNOLOGIA ASSISTIVA – UMA REVISÃO DO TEMA

BERSCH, RITA. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA ASSISTIVA. Disponível em:
http://www.assistiva.com.br/Introducao_Tecnologia_Assistiva.pdf > Acesso em 13 de Agosto de 2019

FGV, 2003. Sumário Executivo, Retratos da Deficiência no Brasil, Fundação Getúlio Vargas. Disponível em:  
https://www.cps.fgv.br/cps/deficiencia_br/PDF/PPD_Sumario_Executivo.pdf >Acesso em: 17 set 2019


Team-based learning ( Aprendizagem baseada em equipes)

Aprendizagem baseada em equipes
Tbl – Team based learning

 


Rosemary Cruz
Graduanda em Pedagogia


 

encurtador.com.br/fjOZ2

De acordo com Moraga e Soto (2016), a aprendizagem baseada em equipes é uma estratégia instrucional construtivista, que se fundamenta na teoria da aprendizagem experimental de Kolb. Em seguida, foi desenvolvida em cursos de administração nos ano 1970, por Larry Michaelsen, no curso de Negócios na Universidade Federal de Oklahoma, nos Estados Unidos. O Tbl é uma metodologia ativa de aprendizagem que busca uma aprendizagem desenvolvida em grupo e que fomenta uma significação no processo de ensino aprendizagem.

Quais as características? A quê grupo de estudantes é destinada? Há algum exemplo de sua utilização?


Vamos entender um pouco mais!



encurtador.com.br/hqDO9

Segundo Bollela, Senger, Tourinho e Amaral (2014), O Tbl pode substituir ou complementar um curso desenhado a partir de aulas expositivas, também não requer múltiplas salas preparadas para o trabalho desses grupos. Bem como, requer um só professor para orientar um grupo entre 5 e 7 alunos, privilegia a igualdade e que o professor não seja uma figura autoritária, passando a ser um facilitador da aprendizagem dos estudantes envolvidos, em um ambiente igualitário. Desta forma, estimula  metacognição e fomenta uma aprendizagem significativa. Sendo utilizado em cursos técnicos ou de graduação na área de saúde como Medicina e Fisioterapia.

Ou seja, a aprendizagem em equipe é um processo de alinhamento da capacidade do grupo em obter os resultados que seus próprios membros desejam. Esse alinhamento significa “funcionar como um todo”, melhorando a capacidade da equipe em pensar e agir com sinergia, e total coordenação em um forte sentido de unidade.

De acordo com Moranga e Soto(2016), a utilização do Tbl em cursos da área de saúde ocorre em diversas universidades chilenas desde 2010, e vem apresentando resultados satisfatório e indicadores de taxas de aprovação, além disso, há um maior nível de satisfação estudantil com a docência em formato Tbl. O primeiro curso Tbl no chile foi em fisiologia médica na Universidade Católica del Norte.
         
          Para refletir:




Referências:
MORANGA, Daniel; SOTO, Jeannette. TBL- Aprendizage basado em equipos. Chile: Facultad de Ciencias y Educación, Universidad Iberoamericana de Ciencias y Tecnología, 2014.

BOLLELA, Valdes R,; SENGE, Maria E,; TOURINHO, Francis S. V.; AMARAL, Eliana. Aprendizagem baseada em equipes: da teoria à prática. Revista, on line, Ribeirão Preto/SP, 2016. Disponível em: revista. fmrp.usp.br <acesso em 13 de agosto de 2019>

REALIDADE MISTURADA

O MUNDO VIRTUAL NA REALIDADE EDUCACIONAL

Camila Ellen
Larissa Carlos
Graduandas em pedagogia- UFPB


 CONCEITO


 A Realidade Misturada propõe a combinação de cenas do mundo real com o virtual, oferecendo ao usuário uma maneira intuitiva de interagir com determinada aplicação. Sendo resultado da combinação entre mundo real e mundo virtual, que oferta ao usuário um fácil acesso para interagir nas diferentes plataformas existentes proporcionando de forma lúdica, a interface entre homem e computador E esse blog tem como objetivo apresentar os conceitos fundamentais dessa interface entre homem e computador.

Fonte:<file:///C:/Users/Aluno/Downloads/941-Texto%20do%20artigo 4729-1-10-20101007%20(3).pdf >. Acesso em: 11 de setembro de 2019.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

           A obtenção de um modelo de sistema para RM (realidade misturada) torna-se uma tarefa bastante complicada devido a infinidade de dispositivos e aplicações existentes. Apesar disso, é possível, analisando-se suas características, a identificação de tarefas essenciais que podem ser organizadas e classificadas como sistemas menores (subsistemas). Um sistema de Realidade Misturada típico pode ser caracterizado pelos seis subsistemas mostrado abaixo na figura 1. De maneira simplificada, é possível definir o Subsistema de Captura do Mundo Real como o sistema que estimula os respectivos sentidos do ser humano com sinais originados do mundo real. O Subsistema Gerador de Modelos Virtuais é responsável pela construção da parte gráfica. Por meio deste subsistema é possível classificar os modelos gráficos gerados analisando-se o grau de realismo, o modo como são construídos, níveis de interação com o usuário e o tipo de tecnologia utilizada. O Subsistema Misturador de Realidades realiza a combinação do real e do virtual e permite a identificação das tecnologias de mistura que podem ser ópticas ou eletrônicas. Possuindo dessa forma, um elevado potencial para aprendizagem devido ao fato de poder trazer elementos virtuais interativos para o ambiente do usuário.


Figura 1: Componentes de Um Sistema de Realidade Aumentada




Fonte: encurtador.com.br/ikpy9 (texto e imagem). Acesso em: 11 de setembro de 2019.



 NÍVEIS DE ENSINO ONDE TEM SIDO APLICADO


A realidade misturada tem sido aplicada em sistemas de ensino, se tornando uma ótima técnica no ambiente escolar. Na educação infantil e no ensino fundamental, a realidade misturada entra em cena a partir de aplicações criadas para o desenvolvimento, além do aumento do grau de interatividade. Um exemplo seriam as cartilhas eletrônicas.
Na educação especial, principalmente para pessoas surdas, a realidade misturada facilita sua aprendizagem do alfabeto em libras, usando símbolos manuais, tendo em vista que no mesmo existe variações de significados. Dessa forma é importante que o aluno surdo manipule esses símbolos a fim de aprender através de associações entre o significado do símbolo e o objeto tridimensional do corpo todo .
No ensino médio, a realidade misturada serve para facilitar a compreensão nas disciplinas, dentre elas: geografia, matemática e química. Em química, a combinação de elementos pode ser realizada por meio das placas de controle, gerando os resultados visuais adequados. Em biologia, a anatomia dos seres vivos pode ser observada de forma tridimensional com interação muito simples. Na geografia, mapas físicos podem ser justapostos sobre estatísticas locais E em matemática, especificamente em geometria, é possível realizar a visualização das figuras geométricas, usando um livro interativo com a realidade misturada  Por fim, no nível superior, a realidade misturada entra em cena a partir de exposições de seus conhecimentos acerca dos assuntos estudados, um exemplo disso seria as aulas expositivas, melhorando a compreensão em diversas disciplinas variadas, como densidade da população, renda per capita, minérios, indústrias, etc, “A vertente construtivista da psicologia determina que o aprendizado é um processo ativo, baseado nos conhecimentos prévios e nos que estão sendo estudados” (KIRNER,2004).

EXEMPLOS DE APLICAÇÃO NA PRÁTICA EDUCATIVA  

As aplicações referentes à realidade misturada encontradas na educação servem para ilustrar e apresentar soluções para certos problemas como a aprendizagem do alfabeto e da matemática, facilitando o desenvolvimento do aluno com cartilhas, óculos virtuais, entre outros. Também podem ser encontradas para estudantes na área da saúde (medicina), por exemplo, o que antes era treinado em cadáveres, hoje pode ser simulado pela realidade misturada, sendo capaz de treinar os procedimentos médicos. A realidade misturada também pode ser utilizada na robótica, fazendo com que o usuário possa planejar e executar os passos de um robô virtual para um robô real,  e até  mesmo fazer com que o robô execute tarefas  e obedeça o comando do indivíduo.  
Dessa forma, podemos observar que no nosso atual âmbito educacional, a realidade misturada é capaz de transformar os conteúdos, antes difíceis de serem repassados, por algo facilitado, e é capaz de ajudar pessoas com algum tipo de déficit ou até mesmo alguma deficiência. 

Fonte:<https://www.researchgate.net/publication/228801136_Realidade_Misturada_Conceitos_Ferramentas_e_Aplicacoes


E, PARA MELHOR ENTENDIMENTO ACERCA DO ASSUNTO SELECIONAMOS UM VÍDEO SOBRE REALIDADE MISTURADA

Link: https://www.youtube.com/watch?v=6H1HNYQjjoM 





REFERÊNCIAS

KIRNER, Claudio. Mãos Colaborativas em Ambientes de Realidade Misturada. Obra digital, n. 1 p. 1-4,  1, julho, 2008.

SANCHES, Silvio Ricardo Rodrigues. A utilização de técnicas para composição de cenas em ambientes de realidade misturada. Obra digital, n. 1 p. 64-66, 19, outubro, 2007.

PROVIDELO, Celso DEBONZI, Daniel Henrique; GAZZIRO, Mario Alexandre; QUEIROZ, Izis Cavalcanti A. de S. ; KIRNER, Cláudio; SAITO, José Hiroki. Ambiente Dedicado para Aplicações Educacionais Interativas com Realidade Misturada. São Paulo, v.1 p. 8-10, 2010.     

RODELLO, Idelberto Aparecido; SANCHES, Silvio Ricardo Rodrigues; BREGA, José Remo Ferreira; SEMENTILLE, Antonio Carlos. Realidade Misturada: Conceitos, Ferramentas e Aplicações. Revista Brasileira de Computação Aplicada, Passo Fundo, v.2, p-13, setembro, 2010.